Reação
Cruzada
As
reações cruzadas principal e secundária são realizadas
para ajudar a conseguir hemocomponentes de hemácias compatíveis
e possivelmente minorar as reações adversas na transfusão.
A reação cruzada principal é realizada para detectar anticorpos
no soro do receptor que possam aglutinar ou provocar a lise dos eritrócitos
do doador.
De modo inverso, a reação cruzada secundária detecta anticorpos
no plasma do doador dirigidos contra os eritrócitos do receptor.
Reação Cruzada Secundária
O procedimento da prova de reação cruzada secundária
consiste em misturar as hemácias do receptor com o plasma do doador.
Após incubação apropriada, a mistura de células/plasma é centrifugada
e observa-se a aglutinação. Essa prova era muito utilizada em
Medicina Humana até o advento de células para triagem de anticorpos,
que eliminaram a necessidade da prova de reação cruzada secundária
nos protocolos de triagem de doadores de sangue.
E
o que acontece na Medicina Veterinária?
Atualmente,
as células para triagem de anticorpos não estão disponíveis
para uso veterinário. Esse é o motivo da reação
cruzada secundária ser tão importante. Lembre-se que na reação
cruzada secundária as hemácias do receptor as hemácias
são testadas com o plasma do doador.
Essa prova é realizada para propiciar uma transfusão segura,
especialmente no caso de sangue total ou de plasma serem utilizados.
Além disso, deve-se pensar na reação cruzada secundária
como um processo de triagem do doador, no qual as hemácias do receptor
agem como células para triagem de anticorpos. De fato, essas células
podem ou não conter antígenos clinicamente importantes.
Mas quando um doador em particular é testado contra
uma ou mais amostra de hemácias de receptores empregando-se a reação
secundária e observa-se que ele é negativo, geralmente pode-se
supor que o plasma do doador não possua qualquer anticorpo clinicamente
importante.
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